sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

EO 1144

Decidi partilhar, porque foi muito especial :)

«Bom dia Liliana :) "Confia no Senhor! Sê forte e corajoso e confia no Senhor"»

«Até ao próximo postal medita no verbo: ORAR "Oferecerei sacrifícios de louvor no Seu santuário, cantarei e entoarei hinos ao Senhor"»

«CONFIAR "Ainda que um exército me cerque, o meu coração não temerá"»

«Sacrificar "Ama a tua cruz e segue-Me"»

«Olhar "Queres saber de que cor são os sonhos de Deus? Volta a olhar o mundo uma primeira vez"»

«Está na hora de recarregar baterias. Boa noite e sonha com Ele. "Deus é amor. Atreve-te a viver por amor"»

«Bom dia Liliana :) Antes de mais quero destacar um verbo do dia de ontem: CONFIAR. Confia em ti e nos teus dons pois também Deus o faz. Hoje convido-te a meditar sobre os dons do Espírito Santo, fundamentais quando temos por missão dar a conhecer o Seu amor...»

«Sabedoria "Aquele que presta às depressões salutares habita entre os sábios"»

«Ciência Que o teu coração seja audaz para receber o conhecimento e forte para que não negues os ensinamentos do Pai»

«Conselho "É preciso fugir ao mundo"»

«Entendimento "No princípio existia o Verbo; O Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus"»

«Fortaleza "Eu não sou nada e do nada nasci"»

«Piedade "Sou na Tua Igreja, um membro vivo, E dou as mãos aos irmãos, que sentem como eu o prazer de ser um irmão Teu"»

«Boa noite, é quando as coisas correm menos bem que mostramos a nossa força! Eu acredito em ti. "O Senhor é a minha força, ao Senhor o meu canto"»

«Bom dia querida Lili :) Estás quase a descobrir quem sou! Hoje vou dar-te muito que pensar fá-lo com amor e entrega e não mais esquecerás o 1144"»

«Jesus foi crucificado para nos salvar... E tu? Como vais retribuir?»

«Maria consagrou a sua vida ao amor de Deus... Quererás tu ser mensageira desse amor?»

«Deus confiou-nos o Menino que agora nasceu... Saberás fazê-lo crescer no teu coração?»

«Deus confia em ti e convoca os teus dons... E tu? No mais íntimo de ti, acreditas no que vales?»

«A carne é fraca... Julgas, porventura, que és invencível?»

«Deus pede-nos que sejamos QUENTES... ...aceitas o desafio?»

«Diz o povo que: "Deus escreve direito por linhas tortas"... Vais procurar compreendê-lo ou os atalhos satisfazem-te?»

«Estamos a poucas horas do fim do Convívio... ... continuarás a ser instrumento do amor de Deus no 4º dia?»

«VAI P'LO MUNDO MOSTRAR A TUA HERANÇA :)»


Fiquei completamente rendida a estes bilhetinhos que ia recebendo. Parecia mesmo aquelas crianças que quando recebem um presente ficam com os olhos a brilhar e tudo pára para poder disfrutar daquele instante de felicidade, se continuar chegaria a conclusão de uma felicidade falsa. Mas neste caso, não foi. Perguntava, constatemente, e a toda a gente "Alguém tem mais bilhetinhos para mim?" e os meus olhos brilhavam decerto quando os recebia, no entanto, levaram-me à oração e a uma felicidade que foi construída assente na rocha que é Cristo, logo não pode ser uma felicidade falsa. Creio que seja a mais pura das felicidades. Obrigado à minha "Amiga Secreta".

"Confia no Senhor, sê forte e confia no Senhor!", como disse, esta mensagem foi cruzando estes três dias que vivi. Três dias de entradas e saídas, três dias de mimos, três dias de abraços, três dias de "Amo-te", mas também três dias que me puseram "estranhamente" calma e que, quase no fim, me deixaram num nervosismo e com um nó na garganta horríveis, que só apetecia... Exacto! Notou-se, eu sei que se notou... Mas tentei ser mais, tentei que, à Luz do Menino que nasceu, fossemos mais e fossemos, sobretudo, instrumentos do Amor de Deus...

Agora, toda eu, estou feliz e, apesar, do cansaço que já comecei a combater, apetece-me voltar e continuar a aspirar às coisas do alto. Não me apetece voltar ao mundo, ao corrupio da rotina, à corrupção deste silêncio, ao ritmo de ausência de ritmo que, no entanto, me parece ter sido um pouco combatido e ganho um ritmo próprio, ainda que com algumas falhas.

Hoje, apetece-me só amar. Só continuar esta exeriência de amor e levá-la porta fora sempre que saia. Hoje, apetece-me que se faça diferença dentro e fora de mim. Apetece-me, não ser perfeita, mas ser inteira. Apetece-me que aconteça Natal todos os dias :)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Comer as bolachas dos outros...

Era uma vez uma rapariga que estava à espera do seu vôo, na sala de embarque de um grande aeroporto. Como ela tinha que esperar muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo.
Comprou, também, um pacote de bolachas.
Sentou-se numa poltrona, na sala do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz.
Ao seu lado sentou-se um homem.
Quando ela pegou na primeira bolacha, o homem também pegou numa. Ela sentiu-se indignada, mas não disse nada.
Apenas pensou : "Mas que descaramento! Se eu estivesse mais mal-disposta, dava-lhe um murro num olho para que ele nunca mais se esquecesse !!! "
Mas a cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava numa.
Aquilo deixava-a tão indignada e perplexa que nem conseguia reagir.
Quando restava apenas uma bolacha,ela pensou: "Ah, o que será queeste abusador vai fazer agora ?"
Então o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela.
Arrr!!! Aquilo era demais!!! Ela estava a bufar de raiva!
Então, pegou no livro e nas suas coisas e dirigiu-se ao local de embarque.
Quando ela se sentou, confortavelmente, numa poltrona já no interior do avião, olhou para dentro da mala para tirar uma caneta, e para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá... ainda intacto, fechadinho!!!
Ela sentiu tanta vergonha!... Só então se apercebeu que a errada era ela, sempre tão distraída! Tinha-se esquecido que as suas bolachas estavam guardadas, dentro da mala...
O homem tinha dividido as bolachas dele sem se sentir indignado, nervoso ou revoltado, enquanto ela tinha ficado transtornadíssima, pensando estar a dividir as dela com ele.
E já não havia mais tempo para se explicar... nem para pedir desculpas!

Quantas vezes, na nossa vida, somos nós que estamos a comer as bolachas dos outros, e não temos a consciência disto? Antes de concluir, observa melhor! Talvez as coisas não sejam exactamente como pensas!
Não penses o que não sabes sobre as pessoas.


Já não é a primeira vez que esta história se cruza comigo. Hoje decidi partilhá-la.
Partilhar, porque o que, hoje, sobressaiu neste texto foi o pormenor "matar o tempo".
O tempo já é tão curto, tão reduzido, que se o andarmos para aí a 'matar', o que é que sobra? Onde fica o pouco tempo que temos, mas que nos esforçamos para que seja de qualidade? Onde ficam todos os momentos que gostaríamos de ter sem esse tempo que tanta falta faz?
Coincidência, ou não, uma vez que, as coincidências, não existem. Hoje foi o dia mais curto do ano e num gesto simples, mas com uma alegria enorme, ouvi uma colega dizer "Wee^^ A partir de agora é sempre a crescer!!" e ocorreu-me que a partir de agora, talvez conseguisse ter tempo para tudo...
Agora foi tempo de partilha. A seguir, tempo de oração. E depois, tempo de descanso, porque apesar de termos a eternidade para descansar, podemos ter a eternidade já aqui :)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Partilha de hoje...

Maravilhas fez em mim, minh'alma canta de gozo,
Pois na minha pequenez, se detiveram Seus olhos,
E o Santo e Poderoso, espera hoje por meu "sim",
Minha alma canta de gozo, maravilhas fez em mim.

Maravilhas fez em mim, da alma brota meu canto,
O Senhor me amou, mais que aos lírios do campo,
E por Seu Espírito Santo, Ele habita hoje em mim,
Que não pare nunca este canto, maravilhas fez em mim.

E por Seu Espírito Santo, Ele habita hoje em mim,
Que não pare nunca este canto, maravilhas fez em mim.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sagrados 10 minutos

video
5 minutos para rever os 'buracos' da vida e 5 para perceber que houve sempre Alguém a estender a mão :)

Graças Te dou por isso...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Treinar o Olhar!

Ontem, durante o jantar, alguém dizia qualquer coisa do género:
"-Dantes, ficava debruçado a olhar para as pessoas a passar e é engraçado como a forma de andar das pessoas pode dizer muito acerca delas, da saúde e até do estado de espírito."

Hoje, foi, realmente, um dia para observar, para estar atenta. E eis que no meio de toda a atenção, me cruzei com a insensibilidade.

No 28, ia um sujeito que, pelo aspecto, aparentava ter uns cinquenta e poucos anos. Durante os vinte minutos do percurso, o homem foi dialogando com uma senhora que estava sentada ao seu lado. Começou com a habitual conversa sobre o tempo, dizia que estava muito frio, a senhora dizia que, mesmo dentro de casa, continuava com frio, quando o homem disse que ia dormir dentro de um saco-cama, tapado com um papelão, numa esquina qualquer. Foi aí que começou a contar, resumidamente, a sua história. Tinha quarenta anos, nasceu em Chelas, fora para o Algarve e regressara há três meses porque se divorciou e não conseguia viver 'às custas' de uma mulher. Tinha filhos e a filha mais velha, segundo ele, mais inteligente que o pai, emigrara para Inglaterra com dezoito, dezanove anos e já tinha filhos. Ele 'trabalha', "recolho do lixo, o aproveitável e vendo". Por detrás daquele homem, que pelo aspecto, não aparentava ser sem abrigo, apercebi-me de um 'farrapo', que no entanto, mantinha no tom de voz a esperança de um futuro melhor, mantinha a esperança de encontrar uma assistente social que alguém lhe indicara mesmo depois de passar uma noite ao relento, muito provavelmente, sem jantar e sem companhia...

E eu ia, desconfortavelmente, fria, naquele fim de tarde, cansada e desorientada pelo trânsito, pelo barulho dos carros que apitavam, incessantemente, do lado de fora do vidro e senti-me, obviamente, insensível. Como posso eu pensar que estou mal? Afinal, estou bem. Ainda agora li que "descansar" devia ser uma palavra abulida do nosso dicionário, porque para descansar temos a eternidade. Afinal, não tenho frio, estou quente... E, pior, muitas vezes não sei reconhecer o valor desse calor, nem dou graças por ele...

Pergunto-me, onde será, com quem será, como será que aquele homem irá passar o Natal?

sábado, 27 de novembro de 2010

Hoje, tive um episódio mesmo engraçado com um sujeito, na estação de comboio do Vale de Santarém. Tinha o saco da viola ao ombro, quando o sujeito me interpelou:

"-Pois é, menina, isto anda mau para todos! Uns andam aí com guitarras às costas, outros cantam, outros choram. Às vezes é preciso andar aí na rua a cantar para ganhar uns trocos. Bom, antes isso que chorar!"

:P

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SINTOMAS DE QUEM ESTUDA ARQUITECTURA...

Sintomas de que estudas Arquitectura:

1. Conheces o sabor do k-line e da madeira balsa.
2. Perguntam-te constantemente "Que cara e essa?".
3. Mudaste o teu vocabulario: trabalho por entrega, bola por esfera, gente por utilizadores e ola por "O que foi agora?"
4. Não entendes como se pode gastar menos de 10 € numa livraria
5. Odeias que os teus pais digam: "Vai dormir agora" ou "Se de todas as formas nao vais terminar…vai para a cama ja"; ou mesmo se simples pergunta "Falta-te muito" te pode chegar a irritar.
6. Estas farto de ouvir dizerem: "Eu queria ser arquitecto…era esse o meu sonho…mas, …".
7. Os teus amigos tem um conceito de TRABALHO diferente do teu, dizem sempre: "Fazes antes da Aula", ou "Pedes a alguem…" ou ainda "Nao o faças".
8. Dormiste mais de 20 horas seguidas no fim-de-semana?
9. Podes discutir com legitimidade a quantidade de cafeina de diferentes bebidas e sua respectiva eficacia.
10. Nao importa o quanto te esforces para fazeres o teu melhor projecto, alguem[normalmente o professor] dir-te-á sempre "Porque nao mudas isto ou porque nao poes aquilo?" ou "Vais pelo bom caminho mas ainda te falta…".
11. Ouviste todos os teus cds e mp3 em menos de 48h.
12. Não es visto em publico sem olheiras.
13. Quando te fazem um convite, acrescentam: "…, ou tens entrega?"
14. es capaz de reutilizar o impensavel para fazer uma maquete.
15. Dancaste a musica mais foleira com coreografia e tudo as 4 da manha sem uma unica gota de alcool no teu organismo.
16. Arranjas constantemente desculpas para explicar aos teus professores, que nao os projecto, o porquê de nao fazeres os exercicios.
17. Tens mais fotografias de paisagens e elementos para utilizar em um desenho que de toda a tua familia.
18. Se alguem te diz: "Preguicoso", "Tens um curso superrelaxado" ou "nao e o mais dificil dos cursos"; quiseste assassinar essa pessoa.
19. Os teus pesadelos consistem em nao chegar a tempo ou nao terminar algo para uma entrega.
20. Podes viver sem contacto humano, luz e comida mas se nao podes pontapear algo, é o caos total.
21. Os teus pais tem medo de usar palavras como "bonito" ou "feio".
22. Nao te importas com os carros desportivos. O teu favorito é o que puder levar a maior das maquetas.
23. Desenhas coisas espectaculares sem teres ideia do seu custo.
24. Tens a marca do arquitecto: um calo no dedo em que apoias o lápis.
25. Consegues dormir em qualquer superficie, seja ela, um teclado, uma mochila, os teus colegas, no chao, comida,…
26. Estavas acordado em milhares de amanhaceres mas nao assististe a nem um.
27. Cada vez que aprendes a trabalhar num novo programa de desenho sentes-te super actualizado, no entanto cedo te dás conta de que existem mais 1000 programas.
28. Quando por fim tens tempo para sair os teus pensamentos sao: "Que mal colocadas estao as casas de banho da discoteca", "este não é o melhor lugar para a saida de emergencia" ou "as escadas sao…".
29. Uma das escovas de dentes que tens na tua casa de banho é a do teu colega de entregas.
30. Identificaste-te com estes sintomas?

É verdade, identifiquei-me com alguns :) Como ter a marca do arquitecto, um calo no dedo onde apoio o lápis, adormecer em qualquer lugar, fazerem-me convites que já vão terminando com "ou tens entrega?"... É a vida!

sábado, 20 de novembro de 2010

Respira. Fecha os olhos. Escuta. Move. Abraça. Olha. Sente. Agarra. Comove. Grita. Sussurra. Beija. Anseia. Espera. Desespera. Arrisca.

Porque, às vezes, apetece!

Apetece apertar "contra o peito, essa criança díficil que é o mundo". Apetece parar o tempo e deixar-se ficar. Apetece cair, para nos ajudarem a levantar. Apetece estar no buraco, porque alguém virá buscar-nos. Apetece ter um pedaço de céu e sentir aquela "beleza do amor que salva". Apetece que o tempo passe, para, com o tempo, chegarem momentos especiais. Apetece contrários. Apetece o frio, para ser aconchegado. Apetece o calor, para sair e passear. Apetece a chuva, para ficar a olhá-la pela janela. Apetece o sol, para se desfrutar do chilrear. Apetece abraçar. Apetece mimar. Apetece amar.

Apetece, porque foi uma semana recheada de mimos :)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Ninguém gosta de dividir o braço da cadeira com um estranho"

"Ninguém gosta de dividir o braço da cadeira com um estranho"...

Penso que depende do estranho...
Às vezes pode ser só um estranho aparente... Um estranho aparente, aquele a quem conhecemos o nome, a idade, o que estuda... Mas continua a ser um estranho. No entanto, se começarmos a partilhar o braço da cadeira com esse estranho, o estranho passa a ser o 'nosso' estranho, o 'nosso' amigo...

Conheço um estranho que me atrai. Porque Ele é bom, porque Ele é belo, porque Ele é verdadeiro. Porque é como aquelas pessoas que põem um perfume com um odor tão agradável que as multidões as seguem... Acredito que, muitas vezes, quando vou no autocarro ou no metro, ainda que não tenha um estranho palpável ao meu lado, ou ainda que nem sequer exista um braço de cadeira, existe lá Alguém. Alguém que me ampara, Alguém em que repouso a cabeça no peito, onde me quero deixar ficar...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jesus, Touch Me

Preparemo-nos para a oração. Tranquilizemos os nossos pensamentos como se estivéssemos para entrar num… jardim sossegado. Desapertemos os nós com confiança, aproximemo-nos. Digamos no nosso coração “Senhor, eis-me aqui!”. Digamos com mais verdade, “Senhor, eis-me aqui!”. Púnhamo-nos na presença de Deus, diante do Pai, que nos ama, que continua hoje a história da nossa salvação. Diante de Jesus, que vive e cresce em nós, que nos quer transformar para dar vida através de nós. Reservemos este tempo para o encontro, connosco próprios e com Deus. Reservemos este tempo para descobrir, para nos descobrirmos, para O descobrimos em nós. Reservemos este tempo para nos deixarmos tocar pelo Seu amor.



Leitura do Livro do Eclesiastes

“Para tudo, há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu. Tempo para nascer e tempo para morrer. Tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou. Tempo para matar e tempo para curar. Tempo para destruir e tempo para edificar. Tempo para chorar e tempo para rir. Tempo para se lamentar e tempo para dançar. Tempo para atirar pedras e tempo para as juntar. Tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço. Tempo para procurar e tempo para perder. Tempo para guardar e tempo para atirar fora. Tempo para rasgar e tempo para coser. Tempo para calar e tempo para falar. Tempo para amar e tempo para odiar. Tempo para a guerra e tempo para paz.”



Nós somos de duração. Trazemos em nós a memória e o presente, tempos muito diversos. Conhecer-se é tomar consciência desses tempos que coexistem em nós mesmo no seu contraste. Há o nascer e morrer, o plantar e colher, o chorar e rir, o abraçar e o perder. Não podemos escolher só um tipo de tempo, porque depois de um vem outro. Às vezes bem desejaríamos poder parar o tempo, mas o importante não é ser perfeito, o importante é ser inteiro.

Meditemos neste ponto: “Para tudo, há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu”.

Nós sabemos isso? E sabemos que isso nos dá humildade no triunfo e fortaleza nas dificuldades? Temos procurado adquirir aquela liberdade interior que não nos deixa ser sequestrados pelo tempo? Aprendemos a esperar, ou pelo contrário, desesperamos rapidamente? E mantemos afastada a tentação do cinismo?

Há um tempo que é o de Deus e é a chave para todos os tempos. Acolhamos, com prontidão e simplicidade, este tempo que é de Deus, com Deus e para Deus.

“Para tudo, há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu.”, elevemos, agora, ao céu, as nossas preces. Coloquemos o nosso coração diante d’ELe. Ele é o Senhor do tempo e da eternidade. Ele é o Deus paciente. Ele é o amigo de todos os tempos. Supliquemos-lhe a sabedoria de viver cada tempo na abertura à Sua vontade, a sabedoria de discernir os tempos e de conduzi-los à plenitude verdadeira que só o amor assinala.
Chegou por e-mail, decidi partilhar...

"A vida é difícil e há alturas em que nos sentimos encurralados, num beco sem saída, em que parece que por mais que nos queiramos mexer, não há um caminho à vista, não há uma saída – parece que estamos presos na nossa própria existência, no nosso próprio sofrimento.

‘entretanto o barco estava já bastante longe da terra e era batido pelas ondas, porque o vento era contrário’

Quantas vezes é que a minha vida não parece um barco deixado à deriva, batida pelas ondas, açoitada por um vento que é contrário? Quantas vezes é que não me sinto envolvida por uma tempestade que eu não controlo, que não fui eu que provoquei, mas que me abana e agita por dentro?

‘de madrugada, Jesus foi ter com os discípulos, caminhando por cima da água’

Da mesma forma que Jesus foi ter com os discípulos, Jesus também vem ter com cada um de nós. Nós podemos não o ver, podemos não o sentir, mas Ele vem ter connosco, ele quer vir ter connosco, porque Ele vê e sabe que às vezes a nossa vida parece um barco à deriva, sem rumo, sem sentido.

Jesus vem ter connosco, caminhando sobre as águas, sobre o mar. Na Bíblia o mar, as águas simbolizam o mal, tudo aquilo que não se controla. E Jesus caminha sobre o mar, caminha sobre o que não controlamos, caminha sobre o que nos afecta, sobre as ‘tempestades’ da nossa vida. Jesus vem ter connosco, e caminha sobre tudo isso! Ele é maior do que tudo, é maior do que a nossa vida, é maior do que o mal. Será que eu acredito nisso? Acredito que Jesus caminha sobre o mal, caminha sobre as tempestades, é maior do que tudo o resto? Os discípulos ao princípio não acreditaram e ficaram assustados. Mas Jesus diz-lhes: ‘Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!’

E Jesus diz-nos, a cada um de nós: ‘Coragem! Sou Eu. Não tenhas medo!’

‘Coragem! Porque a Vida é maior do que todo o sofrimento… Coragem! Porque Eu sonhei para ti uma existência plena… Coragem! Porque Eu sonhei que vivesses com a Minha leveza, com a Minha Luz, com a Minha Verdade, no meu Amor…’

‘Não tenhas medo, porque Eu estou aqui! Não tenhas medo, porque tu estás no Meu coração, tu fazes parte de Mim…’

Se deixássemos estas Palavras de Jesus entrar no nosso coração, tudo seria diferente. Se deixássemos estas Palavras de Jesus curar o nosso coração, a nossa vida seria diferente. Se deixássemos Jesus caminhar sobre as nossas águas, sobre as nossas circunstâncias, sobre o nosso sofrimento - se conhecêssemos o dom de Deus…

‘Coragem! Sou Eu. Não tenhas medo!’

A verdade é que com Jesus, não temos que temer nada, Nele podemos confiar.

Jesus diz: ‘Vem!’ então Pedro desceu do barco e começou a caminhar sobre as águas em direcção a Jesus.

Da mesma forma, Jesus diz-nos a nós: ‘vem!’ e convida-nos a caminharmos com Ele sobre a água. Que saibamos fazer este ‘salto’ de Fé, que saibamos confiar e com Jesus caminhar sobre as nossas águas, sobre as ondas que por vezes nos querem afogar e nos tiram o fôlego. Que saibamos caminhar com Ele quando parece que andamos sobre areias movediças e não conseguimos sair do mesmo lugar e quanto mais nos debatemos, mais nos afundamos. Que saibamos caminhar com Jesus quando o terreno é árido, seco, quando parece que por mais que nos esforcemos não conseguimos plantar nem fazer crescer nada. Que saibamos caminhar com Jesus quando a nossa vida é um prado verdejante, quando estamos sobre relva frondosa e fresca, quando a brisa do mar nos faz sorrir.

Então sim, a nossa vida será diferente…

A verdade é que se não nos assustarmos com as tempestades, com as ondas e com os ventos, e se, com Jesus nos conseguirmos afastar um pouco delas, veremos que os ventos contrários não nos definem. As circunstâncias não nos definem. As circunstâncias são o que são, boas ou más. O que nos define é como as vivemos. E é isso que faz toda a diferença, é isso que torna a nossa vida diferente.

Jesus diz a Pedro: ‘porque duvidaste?’ – que nós saibamos confiar que Jesus está sempre ao nosso lado, pronto para nos agarrar quando parece que nos estamos a afundar, como fez com Pedro. Que saibamos confiar e ter Fé. Que saibamos ter a Fé do Salmista que diz: ‘Procurei o Senhor e Ele respondeu-me; (..) Aqueles que O contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido!’ O Senhor cura o nosso coração – já todos nós tivemos essa experiência, se não, não sentiriamos a necessidade de orar, de estar com Ele, de escutar a Sua Palavra. O Senhor cura o nosso coração, faz-nos ser pessoas melhores, porque nos ensina a amar – e isso sim, faz toda a diferença!

Por isso, que hoje saibamos dar o ‘salto’ de Fé, e dizer a Jesus: ensina-me a caminhar Contigo sobre o mar, sobre a minha vida - ensina-me a ser Teu/Tua companheiro/a de vida."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


No outro dia, estávamos a conversar aqui em casa...

Hoje é um daqueles dias em que estaria feliz só com amor e uma cabana, e já agora uma viola e um djambé :)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Comunicação com Ele

"Deixa que a respiração profunda do teu ser aconteça. Só isso. Não interrogues nem busques, deixa que seja Deus a procurar-te.
Não caminhes, Deus virá ao teu encontro. Não procures contemplar, permite antes que Deus te contemple.
Não rezes... Deixa que em silêncio Ele reze o que tu és...

(...)

Na lembrança da beleza do sol deste dia, pensemos nos invernos interiores que se prolongam na tua vida. Quase sem dares conta o teu coração tornou-se um oceano gelado, mas agora Deus faz ressoar a notícia. Eis que não é Inverno. Não há chuva e eis que desponta dentro de ti um tempo novo. Saboreia esse tempo. Ele é visitação de Deus que te incita: Levanta-te. E, ainda de novo, levanta-te.

(...)

De olhos fechados envolve todos os teus sentidos na oração, escuta o rumor de Deus que vem.
Vê como, dentro de ti, tudo se transforma à Sua chegada. Tacteia a Sua presença. Sente o odor do perfume que Ele espalha. Saboreia a Sua presença apenas...
Levanta agora para Deus o teu olhar. Sem ver, contempla. Dirige para Deus a tua prece e, mesmo sem palavras, fala. Estende para Deus as tuas mãos e, sem nada prender, toca.
Abre para Deus o teu ouvido e escuta o que Ele te diz neste silêncio. Alimenta-te agora de Deus e saboreia o que ultrapassa todo o sabor."

:')

domingo, 24 de outubro de 2010

"Não fiquemos só pela rama..."

As pessoas estão atentas. Atentas, talvez seja um bom termo.
Tenho me cruzado com algumas coisas interessantes, quem me têm feito rir, silenciar, pensar...

"É fundamental ser-se sensível à sensibilidade dos outros..."

"O olhar reflecte a nossa alma e na alma reside a nossa vontade… "

"Sabias que os melros com quinze dias de idade conseguem comer uma cereja?"

"As árvores ultrapassam as pessoas no que toca à profundidade do seu trabalho para o bem público"

"À escala do sentimento"

E alguém me disse mais ou menos isto, esta semana:

"Olha ali Lili, afinal também há estrelas!" *.*

Eu também tenho tentado estar, minimamente, atenta. Não quero ficar só pela rama... Tenho, sobretudo, apreciado.
Esta semana, parei e contemplei. Que saudades tenho do cheiro do S. Martinho, das castanhas assadas a saltarem no lume. Cruzei-me, à saída do Metro do Marquês, com um castanheiro. Parei, sentei-me no parapeito de uma montra próxima e fiquei ali, só para sentir o cheiro, enquanto via as pessoas correr e deixar mais um pedacinho do mundo passar-lhes ao lado...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Monsanto

O Parque Florestal de Monsanto, situado no concelho de Lisboa, apresenta, aos seus visitantes, uma vasta zona verde, no coração da cidade.
À primeira vista, Monsant, pode parecer pouco acolhedor, devido à densidade do arvoredo. No entanto, os trilhos conduzem-nos a clareiras que, pontualmente, mostram vislumbres do rio e da cidade, tornando-o atraente do ponto de vista paisagistico.
Este Parque Florestal é o refúgio de algumas espécies e abrigo de espécies migratórias. As aves e a fauna são factores que contribuem para captar a atenção dos que se deslocam a esta zona da cidade de Lisboa.
Ao percorrer os sinuosos trilhos de Monsanto, é-se alvo de uma enriquecedora experiência sensorial. Desde o cromatismo ao ruído, passando pelo odor, o Parque Florestal de Monsanto, revela-nos a frescura da natureza e a simplicidade dos sentidos. Ao visitar Monsanto, deseja-se que o tempo pare para que se possa disfrutar do meio ambiente envolvente, sendo o resultado desse desfrute, puro deleite.
O lugar escolhido para a edificação do abrigo mostra-nos este contraste da calma do rio, que se ergue ao longe sobre a cidade, e a agitação das folhas das árvores e dos arbustos que envolvem a clareira. Proporciona uma sensação de equilíbrio e de estabilidade. Os sons remetem-nos para a verdadeira essência da natureza.

Laboratório de Arquitectura I

sábado, 9 de outubro de 2010

O infinito no nosso olhar!


Uma estrela é um ponto no infinito.
Quando observamos uma estrela, onde é que fica sua projecção? Fica no olhar de cada um.
Então, chego à conclusão que, cada um pode ter o infinito no olhar.

Sendo o infinito algo desmedido e, uma vez que, podemos tê-lo no olhar, usemo-lo para fazer coisas fantásticas...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Saudade, essa palavra tão nossa!

É, não é fácil. Às vezes, talvez demasiadas vezes, penso que só acontece aos outros e depois quando me acontece fico sem saber o que fazer, como pensar ou reagir... E, torna-se estranho. Oh, nem sei explicar...
Acabei de ler uma coisa que gostei muito, teve tudo a ver com o que senti esta semana e com o que tenho vindo a sentir... O deserto! O deserto humano. Um mundo cheio de tudo e de nada. Um mundo pintado com várias cores, mas depois tão, absolutamente, negro...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Laboratório de Arquitectura I

Hoje, começou o grande desafio!
Deparei-em com uma enorme confusão de horários e não está nada definido, de modo que, passei a manhã a saltar de um lado para o outro a tentar perceber onde me encaixar... Às oito da manhã, alguém reparou no quanto AGUPUT estava perdido e decidiu dar-nos aula de Laboratório de Arquitectura I. Após muita conversa, propuseram-nos descrever o nosso percurso casa-faculdade, mencionando sensações, lugares, sentimentos... Estava mesmo confusa...

«No início, está frio. É noite. Hoje, a lua ainda se mantinha vigilante lá no alto.
Durante o percurso junto ao rio, cruzam-se pessoas, que na correria apressada do seu dia-a-dia, não têm sequer tempo para se olhar. Entram e saiem com sacos, malas, crianças e vivem, constantemente, neste desíquilibrio. Mas que acrobatas de emoções, penso. Saberei eu gerir assim o meu quotidiano entre olhares desconhecidos e acenos inexistentes?
Do lado esquerdo, o rio continua, calmo. No horizonte, começam a aparecer os primeiros raios de sol e, à direita passam estações de comboios (Oriente e Sta. Apolónia), o Terreiro do Paço... Algum tempo depois, avista-se Belém, sobe-se a Calçada da Ajuda e nota-se uma atitude diferente nas pessoas. Há mais calor, mais acolhimento e quando se pensava quase em abrandar, surge um pouco mais de luz. E, volta a poder contemplar-se, o rio e a cidade.»

Depois, soube bem uma pausa e um café :)

sábado, 25 de setembro de 2010

Praxes FA-UTL 2010 :D


Que semana brutal!
Apesar do cansação, dos hematomas, das esfoladelas, das dores, da falta de voz, tudo valeu a pena!
Valeu a pena as horas mal dormidas, a falta de horários para refeições, chegadas a casa e afins, as granadas, os 'Olhó Rato!', as posições normal e semi-normal de caloiro, os gritos, os despiques, o rally tascas, o peddy paper, os castigos, os jantares, a saída ao Bairro Alto (onde ainda encontrei um amigo!), o 28, o 729, o nocturno 210, os Aspirantes, os Doutores, os Veteranos, os Supra Veteranos, os Reais, os Padrinhos, as Madrinhas, o baptismo, o Supremo Tribunal de Praxe, a amizade, o convívio, a partilha, as peripécias!!
Foi tão nojento e cansativo! Mas isso tem a sua piada, faz-me perceber o valor das coisas, o valor de ser caloira.
Posso, orgulhosamente, dizer que SOU CALOIRA! e isso é algo que me agrada :D

Obrigado a todos, por esta semana!

sábado, 18 de setembro de 2010

Aqui vamos!

Apesar da exclamação, não estou assim tão certa disto!

Está a acontecer tudo tão depressa, tudo cada vez mais de repente... É quase tudo tão rápido que, brevemente, tudo estará invertido e, tudo o que aconteceria depois, acontece antes...
É tudo demasiado grande, demasiado estranho, demasiado...

Hoje, abri a carteira e encontrei uma pedra... Um pedra carregada de sentido! E, hoje, com um sentido muito maior, com um peso muito mais pesado, um peso capaz de fazer rolar lágrimas... Olhei-a e percebi tudo o que me têm dito nos últimos dias. A dureza, a insensibilidade, o desinteresse... E senti formar-se um nó... Revi o interior da minha carteira e encontrei muito do que me ligava a 'Isto'... Encontrei um desdobrável laranja, uma cruz onde está inscrito "ABBA", uma nota musical Fá, dois cartõezinhos vermelhos, palhetas e uma cruz alfinete, que em ocasições especiais coloco ao peito... Cada coisa com o seu significado. Misturado em tudo isto, encontrei horários de comboios, talões de metro, talões da carris, cartões de identificação... E não vi grande sentido nestes últimos. Conclui que tenho uma carteira enorme, onde cabe uma infinidade de histórias, uma infinidade de momentos, uma infinidade de projectos. Mas, mais importante, consegui fazer uma breve analogia.
Agora, começo um novo projecto, por enquanto, muito confuso, tal como a minha carteira. Mas, neste novo projecto, levo comigo tudo o que é importante, tudo o que está carregado de sentido... Levo um compromisso, levo uma cruz que tenho de carregar, levo o peso de uma pedra que me confronta com a dureza do meu coração, levo ao peito algo que quero manter fiel...

O nó não se desfez, creio, até, que se intensificou...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Porque ao olhar para ti acredito que o mundo pode mudar"

(Im)pressionada...

Pressionada pelos últimos acontecimentos, pelos últimos dias, pelos múltiplos pensamentos... Pressionada pelo malão no chão do quarto, que teima em fitar-me a cada manhã e a cada noite... Pressionada pelo peso dos meus medos... Pressionada pelo rumo que as vidas tomam e pelo que esses rumos exigem no meu quotidiano... Pressionada pelas pessoas que se cruzam sem se olhar...
Impressionada por, ainda assim, tentar ver com clareza. Impressionada por conseguir escutar... Impressionada com o que as pessoas conseguem reconhecer em mim... Impressionada porque, ainda, existem sonhos, porque, por enquanto, existem estrelas, porque existem momentos... Impressionada porque há comentários que satisfazem e porque deles podem nascer bons posts... Impressionada porque, ainda, me consigo surpreender... Impressionada com a minha fraca sensibilidade e com a imensidão da minha dureza em cada palavra...

Também me impressiono pelas coisas negativas, afinal...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E. N. C. 2010


Que dizer!?
Foi O Encontro Nacional, aquele que exigiu preparação, que exigiu entrega e amor ao "SIM" que nos propusémos! Um "SIM" que valeu a pena e que continuará a valer a pena, enquanto procurarmos a vontade de Deus. Enquanto, deixarmos ser tocados pelo Seu amor!
Foi, especialmente, especial por ter sabido o resultado da colocação na faculdade, envolta em espírito de comunhão e partilha! Foi especial por estarmos juntos, por 'perdermos' tempo uns com os outros, quando nunca é tempo perdido. Especial, por termos "repartido com alegria", à semelhança do que o tema nos pedia...
Único, porque pudemos ser nós e ali sim, sem máscaras, pudemos revelar as nossas fraquezas, sem que nos apontassem o dedo. Pudemos chorar, porque fomos consolados. Pudemos rir, que alguém riu connosco! Pudemos dar mais e ser mais, porque temos o exemplo de Alguém que também já foi mais para nós...
Único, porque experimentámos a grandeza de Deus comparada à nossa pequenez, enquanto meras 'experiências de fé'...
Breve, porque por Cristo, com Cristo e em Cristo, o tempo passa rápido e o que é óptimo acaba, efemeramente!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lisboa!

Entrei em Lisboa! Estou feliz, mas há sempre um "mas"...

Já precisava de vir aqui... Precisava de permanecer aqui... Precisava que o dia de ontem não acabasse nunca... Precisava que o mundo fosse fácil... Precisava de ter uma visão sensível da "coisa"...

Neste momento precisava de um abraço apertado :'(

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Será hoje!?

Hoje não há palavras para o que quer que seja!

Brevemente, há novidades...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ensina-me, Senhor, o dom da espera

“Faz tudo como se alguém te contemplasse” (Epicuro)

Hoje estive a beira-mar. Parei. Pensei. Contemplei.

Enquanto parei, senti o calor do sol queimar-me a pele, senti as gotas frescas das ondas salgadas, senti a areia escorregar-me debaixo dos pés…

Pensei. Pergunto-me o que pensará o nadador salvador, num dia calmo como o de hoje, enquanto se limita a ficar pensativo, sentado em frente ao mar… Ele move-se, olha devagar em redor e volta à mesma posição. Volta a contemplar o mar e o horizonte. Será um acrobata de emoções? Será que tece a sua colectânea de contos inacabados com fios de mar imaginários?

Eu limito-me a estar, a ouvir e a tentar aprender o dom da espera… Deixo-me ficar, mergulhada na sinestesia da praia. Deixo-me ficar, sentada com a pele a queimar, tocada pelas gotas e a brisa das marés, com a areia ainda debaixo dos pés…

“Pensas demasiado em cenas estranhas!”, “Alberto Caeiro, minha amiga.”, “Poeta da Natureza, recusa o pensamento”…

Eu parei. Pensei. Repensei. E faria tudo de novo. Estaria de novo em frente ao mar. Não absorta em pensamentos ‘estranhos’, mas limitando-me a sentir e a tentar expressar, ainda que, mentalmente, os meus pensamentos em conceitos, sendo que, agora, tudo isto não passa de um fingimento. Mas é um fingimento fantástico, faz-me viver!!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não são metáforas, são coisas literais que nunca vão acontecer, o que as torna não literais!

Pensas demais. As coisas acontecem ou não acontecem, ponto final. Mas é natural pensar, não me incomoda como andar à chuva, nem me faz sentir doente dos olhos, é algo irreflexo. Ainda assim, há algo que não me faz sentir realizada. Terei noção que nunca vou estar? E que é bom que não esteja, uma vez que essa procura por me realizar me faz ambicionar mais e mais, tornando-se o alimento da vida?
Tudo tem de ser natural, nada planeado. Diz isso à minha imaginação fértil...
Pára de pensar! Ouve Metallica, ouve Moonspell, ouve qualquer coisa baralhuento que abafe os pensamentos e os deixe sossegados a um canto. E que canto queres escolher? Pode ser um cantinho no coração? Adormece e não penses em nada que te transcenda.

Não resulta. Quero ser tartaruga e ter uma casca para me esconder lá dentro. "Mas estás sozinha ou nalguma actividade?" Eu queria que me actividade agora fosse dormir e acordar só quando estivesse renovada. São só coisas abstractas, nada de palpável, portanto. Algo que imaginas muito perfeito, mas sabes que nunca vai acontecer, mas ficas completamente seduzido por essa realidade imaginada.

Momento certo, leva-me daqui, vamos tornar o mundo nosso! Porquê? Porque me apetece :)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Encontro Nacional de Convivas 2010

De acordo com o Secretariado Nacional do Movimento dos Convívios Fraternos, está marcado para o fim-de-semana de 11 e 12 de Setembro, em Fátima, o XXXVII Encontro Nacional de Convivas. O tema proposto para reflexão neste encontro coincide com a proposta do Santuário de Fátima nas suas peregrinações de 2010, “Reparte com alegria”.

Programa:
Dia 11 de Setembro (Sábado)
14.30h - Acolhimento dos Peregrinos no Centro Paulo VI
14.45h - Celebração Penitêncial
16.45h - concentraçao dos Convivios em frente da Basilica da Santissima Trindade
17h - Celebraçao da Palavra na Capelinha das Aparições
17.45h - Celebração por dioceses
21.15h - Terço e Procissão das velas
22.15h - Sarau " festa da musica" no Centro Paulo VI

Dia 12 de Setembro (Domingo)
10.15h - Terço, Eucaristia e Procissão do Adeus.
14h - Festa de despedida no Parque 2

Hino do Encontro Nacional 2010


"Somos jovens do futuro
Com amor e alegria
Peregrinos da Partilha
Queremos ser como Tu, Maria (bis)

Os convivas de __________
Te saúdam, oh Maria
De mãos dadas com Jesus
Anúnciam com alegria"

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sonho

"- Vamos! Vou levar-te a um sítio fantástico.
Ele pegou-me na mão e saímos juntos. 
Continuámos de mão dada enquanto contemplámos o lado de fora das grandes janelas envidraçadas da sala de embarque do aeroporto.
- Esta é a imagem que 'metaforiza' o que acabaste de dizer: as partidas e as chegadas!"


Não sei quem ele é. Não sei o que tinha acabado de dizer. Não sei se isto tem algum sentido. Mas quero descobrir!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os átomos que fazem o mundo mudar de lugar

Eu não sou de química, mas vou tentar...
Metaforicamente, escrevendo:

Imaginem que existe uma molécula (molécula L), composta por um único átomo (átomo A), neste átomo existiam protões, neutrões e electrões. Até certa altura da sua existência, era uma molécula defeituosa, sem um núcleo, nada estava no centro da vida desta molécula e todo o seu tempo era exclusivamente dirigido ao átomo A. Acontece que, à cerca de um ano e quatro meses, deu-se o início de uma transformação. Este início de transformação demorou três dias, mas é no quarto dia que se tem aperfeiçoado cada vez mais. Surgiu, então, um novo átomo nesta molécula, o átomo B. O átomo B veio criar um núcleo e agora a molécula está mais completa e cresce, a cada novo dia. Agora tudo gira à volta desse núcleo, a partir desse núcleo e para esse núcleo. O factor tempo deixou de ser em exclusivo para o átomo A. Agora o tempo tem de ser repartido pelos átomos A e B, uma vez que os dois não podem agir em simultâneo porque há uma certa "faísca" entre eles que a molécula ainda não soube resolver. O átomo A alega sofrer um afastamento da molécula principal, ainda que, se manifeste feliz e respeite a felicidade da molécula. A verdade, é que a molécula se deixou "encantar" pelo átomo B. O átomo A não deixou de existir mas, na realidade, tem ficado um pouco esquecido e, cada vez mais, o átomo B ganha mais espaço na existência da molécula, o que é bom, pelo menos na perspectiva da molécula. Já na perspectiva do átomo A... 
Penso que a molécula devia fazer uma pausa e repensar as prioridades da sua existência...

A vida dá muitas voltas e o mundo muda, constantemente, de lugar! 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude em Fátima

“Meus queridos jovens, ao concluir este Ano Santo, confio-vos o símbolo deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a pelo mundo fora como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciai a todos que só na morte e ressurreição de Cristo é que poderemos encontrar salvação e redenção” (João Paulo II, Roma, 22 Abril 1984). Foram estas as palavras do Santo Padre, quando confiou a Cruz Peregrina aos jovens de todo o mundo, representados pelos jovens do Centro Juvenil de São Lourenço, em Roma. No Ano Santo da Redenção (1983-1984), o Papa João Paulo II, sentiu que devia existir um símbolo da nossa fé, próximo do altar principal da Basílica de São Pedro, um símbolo que pudesse ser visto por todos. Desta forma, mandou edificar uma grande Cruz de madeira, com 3,8 metros de altura, que foi colocada nesse local, conforme desejava.

Em 1984, começou, então, a peregrinação desta Cruz, por todo o mundo. A Cruz irá acompanhar os jovens durante as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que se irão realizar de 16 a 21 de Agosto de 2011, em Madrid. A peregrinação da Cruz das JMJ e do ícone que a acompanha, chegou a Portugal, no dia 8 de Agosto, tendo percorrido as várias dioceses do país.

As dioceses de Santarém e Leiria/Fátima deslocaram-se a Faro, para receber pelas mãos dos jovens algarvios a Cruz e pudemos acolhê-la no Santuário de Fátima, nos dias 14 e 15 de Agosto. Na noite do dia 14, iniciámos uma procissão com a Cruz até à Capelinha das Aparições, onde rezámos o Rosário, levámos a Cruz em peregrinação até ao Altar do Recinto, cantámos o cântico “Akathistos” e celebrámos uma Vigília de Adoração, na Basílica. Nesta Vigília escutámos um pouco da história deste símbolo e quais os sítios onde já pôde ser contemplado, escutámos o Evangelho e preenchemos disposições de espírito, com os nossos propósitos para as Jornadas Mundiais da Juventude, ao som das violas e das vozes dos jovens de Leiria/Fátima. Na manhã do dia 15, rezámos o Rosário, na Capelinha das Aparições, carregámos a Cruz até ao Altar do Recinto, celebrámos a Eucaristia e entregámos a Cruz aos jovens de Coimbra.

Esta oportunidade de ter estado junto à Cruz, de a ter tocado, de a ter carregado, foi uma verdadeira graça de Deus. Nos momentos que nos proporcionaram apercebi-me do sentido de “Ama a tua cruz e segue-Me!”, percebi que é pelo que esta frase arrasta consigo que eu acredito! Para amar, para estar disponível para servir, para me entregar, para O seguir! Talvez muitos se interroguem, como é possível dois pedaços de madeira moverem tantos jovens ao seu encontro e terem tanta influência nas suas vidas. É possível. Nesta Cruz, pude ver a presença e o amor do Pai e na genuflexão à Cruz, apercebi-me da minha pequenez perante tamanha entrega. Pessoalmente, a Vigília de Adoração foi o momento mais especial, devido à intimidade com a Cruz e com os outros jovens, pude reflectir na mensagem que nos foi transmitida e tentar adequá-la à minha vida e à minha relação com Cristo. Apercebi-me de que não vale a pena redimir-me de como agi, resta-me carregar a minha cruz e não baixar os braços, fazer mais e melhor e “pôr tudo aquilo que sou no que faço” e, ainda que, às vezes me pareça incompleto, foi o que tinha para dar e fi-lo com amor. Sinto que este fim-de-semana foi mais um passo no sentido de Deus, onde me pude encontrar com Ele, uma vez que houve um espaço que me abriu a porta da vida interior e me foi dada a liberdade de poder ver mais longe que o meu olhar, de poder escutar para além do que oiço. Neste espaço pude aprofundar o amor, dar tempo à escuta da Palavra e foi possível, numa total confiança, o abandono e a entrega. Mais uma vez, tive a certeza que a minha vida passa por ter Cristo como fonte, centro e meta, e passa por dizer “sim” a cada novo dia.


Liliana Matos Nabais
Diocese de Santarém

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fonte


Às vezes, é necessário ir à fonte... Ir à fonte e beber da água viva que nos alimenta a fé!
Mas, brevemente, inicio uma nova etapa (espero eu) e, a menos de um mês, começam os meus medos, as minhas expectativas, começa o pior...
Nesta altura, tenho dois medos... O medo de me perder, de me esquecer do que é realmente importante para mim, ou de perder o livre-arbítrio e a capacidade de distinguir o bem do mal... Tenho medo de me deixar ofuscar pelo futuro que se aproxima, por esta próxima jornada em Lisboa ou na Covilhã... Antes de tudo, tenho medo do resultado. Sim, estou a duvidar um bocado das minhas capacidades, mais uma vez... Se já agora duvido, como será daqui a um mês quando me vir sozinha e perdida? É, também tenho esse medo, a solidão... Não é bem medo, é mais o desconforto de chegar a uma casa vazia e fria e chamar por alguém que sei que não vai lá estar e só horas depois receber um telefonema de cinco, dez minutos que serão o conforto do fim do dia. Ainda falta algum tempo, mas é como se me tivessem enfiado um capacete de realidade virtual e começo a imaginar várias e incomodas situações futuras que me deixam apreensiva...

Mas não vale sofrer por antecipação.
Vou à fonte! E até lá, irei várias vezes à fonte, para que quando lá chegar, saiba aquilo que é, realmente, importante, saiba qual é, verdadeiramente, o meu lugar e saiba, verdadeiramente, o que quero ser!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Cruz das JMJ - Fátima 2010

Visita da Cruz das JMJ - Fátima, 15 de Agosto de 2010

Bem... Quando vi esta foto pensei: "Esta foto é tão fantástica quanto a sensação de ter estado ali, de ter tocado aquela cruz que anda a percorrer o mundo!".

A diocése de Santarém, marcou presença no Santuário de Fátima, na noite do dia 14 de Agosto, para receber a Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude. Depois de rezarmos o terço, na Capelinha das Aparições, levámos a Cruz em peregrinação até ao altar do recinto onde cantámos o cântico "Akathistos" e posteriormente, seguiu-se uma Vigilia de Oração, na Basílica. Iniciámos a manhã do dia 15 a rezar o terço na Capelinha, carregámos a Cruz, novamente, até ao altar do recinto, celebrámos a Eucaristia e tivémos o prazer de entregar a Cruz das JMJ à diocése de Coimbra, presente na celebração.

"Ama a tua cruz e segue-Me!", era a mensagem do mimo do meu Convívio Fraterno, que já vai deixando saudade... É uma graça, ter tido a oportunidade de estar junto à Cruz, de carregar a Cruz, de perceber o sentido da Cruz e, ao mesmo tempo, é engraçado estar e lembrar-me logo de imediato desta frase e de tudo o que ela arrasta consigo e, ao fim de um ano e pouco, percebê-la... Perceber que é para isto que EU ACREDITO, para amar! Para amar até nas dificuldades e seguir... E segui-Lo!
Sem a menor dúvida, foi um fim-de-semana óptimo... Para rever, para sentir, para tocar, para amar... Um dos momentos mais marcantes foi a Vigília de Oração, os cânticos que escutámos que, apesar de conhecidos, me pareceram tão mais intensos quando envolvidos naquele espírito jovem, a partilha das "disposições de espírito", a genuflexão à Cruz, a mensagem que nos transmitiram...

Espero que, de hoje a um ano, possamos estar reunidos em Madrid e lembrar as palavras do Pe. Ricardo, quando disse que íamos poder rever a Cruz que carregámos!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hoje foi apenas mais um dia... Um dia em que não me orgulho de ter sido eu, porque não fiz nada útil, porque cometi erros que podiam ter sido evitados caso tivesse pensado antes de agir e isso faz-me questionar "Então Lili, não consegues aprender nada?" e, na verdade, não há uma outra eu que responda aquilo que preciso de ouvir. Mas há uma outra eu que arranja mil e uma desculpas para desculpar os seus erros, as suas falhas... E também me pergunto "Mas quando? Quando é que aprendes a não rotular? Quando é que aprendes a respeitar-te? Quando é que aprendes a não sofrer por antecipação?" e começam a surgir as inseguranças, que dia a dia, noite a noite, luto por afastar... Hoje não me orgulho das asneiras que fiz, mas encontrei mais uma desculpa para viver com elas. A desculpa de hoje (da qual também não me orgulho!) foi de rotular as pessoas com base nos julgamentos e nas semelhanças que também elas me fazem como uma forma de me proteger... Mas alguém me disse "De proteger? Ou de atacar?"... E sinceramente, não há outra eu, pelo menos a esta hora, que consiga tecer teorias sobre este assunto. Há outra eu, que preferia estar rodeada de pessoas, ou a conduzir sob este céu estrelado, do que ficar aqui a sacrificar-se com pensamentos...

domingo, 8 de agosto de 2010

Encontro de Convivas

Reunimos os convivas da diocése de Santarém, no Vale de Santarém e, ainda que, sem caracóis, estivémos juntos mais uma vez e ainda bem! Ainda bem, porque assim sinto que há um núcleo, que há união e terra firme sobre a qual caminhar. Sinto que, apesar, de sermos vários (não tantos quanto gostaria, óbvio!), somos um e torna-se agradável partilhar... A oração torna-se fácil... Torna-se fácil resistir ao cansaço para ficar horas e horas e noites inteiras a conversar, a dizer disparates, a jogar Party&CO ou ao STOP, a contar piadas estranhas, a recordar momentos vividos ou, simplesmente, a olhar para o céu para ver as estrelas cadentes e tecer teorias sobre quaisquer outros assuntos banais! Mas o que sabe realmente bem é, no fim de tudo, espremer todos estes momentinhos e ver que o resultado disto é uma amizade fantástica cuja autoria é Ele :)
Quando eu digo que sou feliz nas pequenas coisas, é a isto que me refiro... Ainda que, esteja toldada pelo sono das noites em claro ou das horas mal dormidas, devido aos insectos voadores, à pouca consistência do sofá e afins, eu queria mais! Queria ter ficado e perceber que depois de mais uma noite em branco estaria disponível para um café às sete da manhã, para apanhar amoras e para um mergulho ainda com quase todos a dormir.
Eu queria, mesmo, mais!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Imbecil é aquele... que não aspira às coisas do alto!


Nunca antes tinha explicado o porquê de "Imbecil é aquele que quando se lhe aponta o céu, olha para a ponta do dedo".
Esta frase, descobri-a, acerca de três anos, quando fui estudar para a Escola Secundária Maria Lamas, em Torres Novas. À entrada do edífício ergue-se um painel que no cima tem esta citação inscrita. Lembro-me de, vagamente, ter interiorizado e meditado nestas palavras e de, na altura, passar pela minha cabeça o conceito de futuro, de horizonte...
Mas, hoje, não sei se por, recentemente, ter vivido uma experiência óptima ou se por outro motivo qualquer desconhecido, senti necessidade de explicar esta frase a mim própria. Afinal, três anos depois muita coisa mudou...
Desde que me tornei blogger que a descrição do 'É a minha vez' é igual, porque nunca houve necessidade de mudar, mas, agora, há a necessidade de ir mais longe, de continuar mais e mais sem baixar os braços, sem medo de enfrentar os anseios... Estarei mais forte? Estarei realmente a deixar de ser idiota e ter a coragem de olhar mais longe que o meu próprio dedo?
Ao longo destes três anos tenho feito maravilhosas descobertas... Tenho descoberto o sentido da amizade, tenho reconhecido Cristo nas pessoas à minha volta, tenho sido ofuscada pelo brilho dos outros que me faz, constantemente, mais feliz... Mas serei eu também brilho para elas? Estarei a agir da forma mais indicada? Estarei a amar da forma mais correcta? Estarei a ter expectativas intrínsecas de mim própria?
A verdade é que, fluentemente, me mantenho no meu mundo e fico à espera que, como por magia, estas questões se dissolvam. Não tenho saído à procura de respostas porque como alguém diz "é mais confortável estar no morno". Mas, tenho-me me apercebido que não quero ser morna! Lá está, "Sede quentes ou sede frios, os mornos Eu vomito-os da minha boca". No entanto, no frio não há aconchego... E eu sinto que ainda preciso desse aconchego para dar o passo seguinte. Desta forma, só vejo um caminho... O quente! Sair do meu lugar morno, que vejo como um dado adquirido quando não o é, procurar respostas às questões fora de mim e dar resposta aos medos, enfrentá-los e edificar mais e melhor! E acaba por ser engraçado como de repente quero "Aspirar às coisas do alto" (Cl 3, 2) e ajudar os outros a aspirarem às suas coisas do alto, ajudar a que não se fiquem só pelo morno como medo do caminho que têm de percorrer até chegar ao quente...
Tem sido, realmente, uma grande batalha! Mas, tenho pessoas que percorrem todos os dias este caminho comigo. Que, por vezes, podem sentir-se idiotas por não verem além do seu próprio dedinho, mas que todas elas têm grandes aspirações e um pedaço de chão por onde caminhar até chegarem à Salvação, até chegarem ao alto!
Resta-me dar graças por todas estas pessoas que têm manifestado um grande amor e uma grande entrega... Estas pessoas que também eu amo muito!

*OBRIGADO*