Peregrinação à Capela de Nossa Senhora dos Remédios
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Convido-vos também a vós. «Aspirai às coisas do alto!» (Cl 3, 2)
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Viajar
Partindo da perspectiva exposta no excerto abaixo transcrito, apresente uma reflexão sobre a viagem como possibilidade de descoberta do outro e, também, de si mesmo.
«Apoderou-se de mim uma fúria de viajar. Mas acima de tudo queria voltar à Grécia, que foi para mim o deslumbramento inteiro e puro e onde me senti livre e com asas.»
Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena
A viagem possibilita a descoberta do outro e a descoberta de si próprio. Ao descobrir o outro é possível ainda a descoberta de nós próprios, do que somos para o outro, uma vez que, cada outro tem uma parte de nós. Podemos, ainda, experimentar a perspectiva deste "outro" ser o mundo e tudo o que nele se enquadra e, desta forma, é, facilmente, possivel apoderar-se de nós "uma fúria de viajar", para que nos sintamos livre e "com asas".
Qualquer que seja o meio em que a viagem exerce, quer seja no outro ou em nós, viajar é como outrar-nos para descobrir, é como sair do nosso corpo para experimentar um "deslumbramento inteiro e puro".
Qualquer viagem implica disponibilidade. Essencialmente, disponibilidade interior. Quando a viagem se destina à descoberta do "eu", implica estar disponível para questionar e para dar resposta às próprias interrogações, implica abrir o coração e deixar-se tocar pelo mundo exterior, deixar-se envolver, deixar-se transformar. Mas nem sempre estamos dispostos a dar-nos a conhecer a nós próprios. Quantas vezes utilizamos o espelho como simples adereço, apenas para verificarmos o reflexo da nossa aparência? Um espelho pode mostrar-nos muito mais que isso. A forma como interpretamos, uma observação cuidada do nosso reflexo num espelho, pode dizer muito acerca de nós! É tantas vezes mais fácil viajar de outra forma... É tão mais fácil pegar num mochila e ir descobrir o mundo, sentir-se livre das questões interiores e do próprio eu...
No entanto, viajar é isso. Seja qual for o destino, viajar é abrir asas e voar, porque "quem cria mil olhos para nada" não pula nem avança, porque "quem cria mil olhos para nada" não vive, apenas sobrevive.
Liliana Nabais, Exame Nacional Português 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
"Mais vale perder um minuto com um amigo, do que perder o minutos e os amigos" - À conversa com o espelho...
«Vejo-me reflectida. Vejo numa reflexão da incerteza, vejo a influência. Vejo muito do que não queria ver. No entanto, apesar de tudo, vejo um rosto, anda que preocupado, alegre e um pouco derrotado. Gostaria de pter a certeza que este reflexo que vejo não sou eu, porque não gosto do que vejo...
Quando ris, porque ris? Quando choras, porque choras? Para seres tu? Para seres autêntica? Então, porque não "despes" esse teu reflexo, essa tua máscara estúpida onte te escondes e não deixas brilhar mais vezes esse teu sorriso, ou não deixas que mais vezes sequem as tuas lágrimas? Porque baixas os braços e te resignas, quando tantas outras vezes dás conselhos para que os que estão à tua volta não o façam? Porque não te habituas a ser um bocadinho de ti de cada vez, para em breve seres toda tu para o mundo? Faz o que te digo. Limpa essa preocupação do rosto, fecha essa porta ao passado. Veste um novo sorriso e sai para a rua. Feliz.
Acredito em mim quando sou algo de bom para o mundo, mas sei que, frequentemente, minto a mim própria tentando não encarar as respostas que não quero, mas preciso, de escutar. Acredito que possa fazer a diferença na vida de outras pessoas, pois se assim não fosse não teria aqueles a quem posso chamar amigos. No entanto, são tantas as vezes em que oprimo o que sou, que chego a rejeitar este "acreditar" como forma de fuga a mim própria. Porquê? Não sei. Só sei que queria ser diferente. Queria ser especial.
Sem medo... Quebrava as regras! Ou talvez não fizesse nada... Sem medo não havia, verdadeiramente, uma barreira ou um obstáculo por que tivesse de saltar e lutar para atingir um objectivo. Se para chegar ao objectivo final, não se cruzassem "pedras" no meu caminho, não era necessário nenhum esforço e chegar ao fim não teria aquele sabor a vitória. Aí a vitória seria como a água. Sem cheiro, sem sabor, sem cor. Sem medo, a vida pintava-se de preto e branco e teria um espírito derrotista porque não haveria vitória. O medo faz falta, porque faz parte da vida. Todos os conceitos têm algo de palpável, senão não existiam. O medo é como a perfeição, existe no dicionário, não se toca, mas sente-se... Acredito em momentos perfeitos, ainda que sejam meros contos de fadas ou pura magia, mas o medo posso senti-lo na pele, quando tremo ou me preocupo ou roo as unhas em sinal de nervosismo, isso é o meu medo. Esse é o medo que sinto. De não ser completamente eu, de não arriscar, de estar sozinha, ou simplesmente de partir sem ter sido especial e sem ter feito diferença.»
Liliana Nabais
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Se foi especial? Sim, foi um dia óptimo...
Quando pensei neste dia antes de acontecer estava receosa. Sim, receosa talvez seja a melhor palavra. Pensei e tentei racionalizar o que sentia e pensei que talvez se tornasse num dia dificil, mas ao mesmo tempo sabia que neste dia teria de ser amor para algué, teria de Te levar até elas, porque também elas precisam de Ti nestas horas...
Recordá-mo-lo... Recordámos o seu sorriso, os bons momentos passados com ele e infelizmente recordámos a forma como nos deixou...
Primeiro fez-se silêncio...
Depois calámos o silêncio com um aplauso que ele bem merecia...
E iniciou-se mais um grande dia desportivo tal como ele tanto gostava. Espero que o protejas aí em cima... Nós por cá protegemo-nos uns aos outros, carregando a Tua mensagem de amor...
sábado, 15 de maio de 2010
Partilha
Hoje estive na praia.
Enquanto molhava os pés na água fria do mar e era abraçada pelo vento do fim da tarde, lembrei-me...
Lembrei-me que havia mais alguém ali.
Fez-me recordar muitas coisas. Muitos sorrisos, algumas conversas posteriores... Recordar algumas partilhas que fiz com pessoas especiais. Pessoas que não irei esquecer...
Porque apesar de tudo... Sabemos que estarás aqui...
:')
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Recordar e sorrir :)
Hoje foi um dia para recordar. Recordar e sorrir ao aperceber-me que com esta idade apenas com este tamanhinho sabia tão pouco da vida, mas quase de certeza que queria ser alguém... Alguém especial :)
É engraçado como os anos passam sem darmos conta, sem nos apercebermos que estamos realmente a mudar.
Agora vejo a diferença que há entre mim e esta Liliana pequenina :) Mas, hoje, não me consigo aperceber que sou maior do que ontem ou do que a semana passada.
Se houvesse forma parava no tempo e não passava daqui...
Ao passado voltaria para rever algumas caras, para reviver situações, mas seria tão fraca que acabaria por mudar muitas das atitudes que tomei e quando regressasse o presente não estaria conforme o deixei.
Quanto ao futuro... A verdade é que já me importei mais do que agora. Viver um dia de cada vez e sem pressas não é nada mau. Acredito, até, que é bastante bom. Sem pressas posso-me aperceber das minhas falhas e tentar corrigi-las. É o que tenho aprendido. Mas só não viajaria ao futuro por medo. Porque o medo ainda que nos impele a construir e a superar obstáculos, também cria muitas reservas... O melhor é que quando o superamos ficamos com a sensação de missão cumprida, mas, no entanto, não ficamos totalmente satisfeitos, uma vez que, superado um medo, aparece-nos logo outro à nossa frente.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Matrioskas & Humanos
Esta semana pensei e falei de Matrioskas.
As Matrioskas são bonecas tipicamente russas, estas são feitas de madeira e foram oferecidas à minha mãe por uma amiga, que as trouxe de uma viagem à Polónia.
Mas nestas Matrioskas eu vejo mais do que uma simples recordação, ou do que um gesto de amizade.
Eu posso compará-las aos seres humanos. Crescem fisicamente e ao crescerem evoluem da sua decoração simples, que eu interpreto como sabedoria, até uma decoração mais completa, cuidada e pormenorizada. Também o ser humano cresce, transforma-se em algo maior, mais completo, mais inteligente. Neste crescimento o Homem apura-se a si próprio, lima arestas, estabelece objectivos, traça metas e corresponde a valores, mas para isso deve abrir o seu coração, sem julgar o próximo, lembrando-se que de cada vez que aponta o dedo a alguém tem outros quatro apontados para si, deve mostrar-se sem medos, sem máscaras, mesmo que para cumprir os seus objectivos seja necessário sair do conforto e procurar respostas, as quais parece muitas vezes temer.
Mais uma vez, as Matrioskas assemelham-se à condição humana, abrem-se, mostram-se, transparecem o que está dentro delas, o que querem dar a conhecer ao mundo, e por mais insignificante que possa ser, pode fazer uma grande diferença na conversão do olhar de quem as contempla.
E depois voltei a pensar.
Eu tenho de ser assim. Mostrar-me, sem medos.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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